quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Desprender-se...

A algum tempo sem postar pensamentos ou afins, sinto que é hora de "escrever". Uma pessoa (não muito legal, diga-se de passagem) postou uma frase que me fez concordar plenamente pela primeira vez com a mesma.

A frase é a seguinte: "Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender."

Tanto a frase quanto o texto em sua completude, tratam-se de coisas que eu considero serem verdade.

Segue o texto completo:

Despedida (por Martha Medeiros)

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.


Um abraço especial pra Milena, que eu sei que visita isso aqui de vez em quando e pra Thaiza (que veio do interior), que me fez conhecer esse belo texto.

7 comentários:

  1. Ohh Bobs, ameiiiii!
    Fiquei ate emocionada! Sei que me ama.
    kkkkkkk....Bjus!

    ResponderExcluir
  2. É recíproco. Huahauahuahauhauah. :*

    ResponderExcluir
  3. éééé Diiii.. amei esse texto! xD
    continue postando textos assim q eu vou vir sempre aki pra ler.. =D

    aah.. "OOOOOOOOOOI" =P

    ResponderExcluir
  4. Lorenaaaaa! Brigado viu?!

    Oooooooi! Hahahahaha! ;P

    ResponderExcluir
  5. ehhhh ganhei um abraço!!
    muito bom o esse texto!

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  7. http://mi-merripem.blogspot.com ...

    ^^ tá ai

    ResponderExcluir